Pular para o conteúdo principal

Você já pensou sobre adoção?


Você sabia que existem mais de mil crianças para serem adotadas no Rio Grande do Sul?
destas mil crianças, 565 são de Porto Alegre, e pra essas 565 existem 622 pessoas querendo adotar?

Não? Pois é, eu também não sabia, até começar a fazer esse trabalho e a primeira notícia que encontrei foi essa “mais de 1000 crianças esperam um lar no RS” E existem mais de 5000 famílias querendo adotar?

Se sobra famílias e faltam crianças, qual o problema?

Problema 1: A falta de recursos humanos no Poder Judiciário para agilizar a vinculação entre crianças e pessoas habilitados para adoção é apontada como grande entrave para atender à demanda, de acordo com a promotora da Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Cinara Vianna Dutra Braga. “Precisamos de mais pessoas para realizar o trabalho de unir os dois polos. É preciso melhorar a estrutura de atendimento”, afirma ela.

Problema 2: Um estudo foi realizado, e mostra que as crianças são colocadas para adoção a partir dos 4 anos, e apenas 10% dos pretendentes procuram crianças acima dos cinco anos. Sendo assim, a criança fica no abrigo “por estar velha para adoção” e essas são conhecidas como “filhos do abrigo”.

A solução encontrada para ajudar a adoção tardia, foi o projeto de apadrinhamento, onde as crianças podem passar os finais de semana/férias e ter um pouco de contato com uma família, essa opção não visa diretamente a adoção, apesar de que muitas famílias se apaixonam pelas crianças e acabam adotando, essa idéia de apadrinhamento serve para que as crianças saiam do abrigo e vivam um pouco num lar.




E foi num apadrinhamento, que Jeferson, um vendedor, conheceu Lucas, se apaixonou pela criança, entrou com processo de adoção e criou o Blog “Elo – Conversando sobre adoção”O blog é muito interessante e visa envolver pais adotivos, pessoas que possuem interesse de adotar, e tem diversos vídeos sobre a adoção tardia. Infelizmente, pelo pouco tempo que me dispus, consegui apenas conversar com o Jeferson por telefone, e foi uma conversa extremamente agradável, o

mesmo me disse que quando ele pensou em adotar o Lucas, teve muito receio de ser negado pois ele é gay, e tinha medo também que o Lucas não o aceitasse, e com o tempo ele descobriu que era traves da cabeça dele, ele conseguiu adotar o Lucas, ele ama o Lucas como todo pai ama seu filho, o Lucas ama ele e carinhosamente chama ele de “pãe”, o Lucas foi adotado com nove anos, e Jeferson diz que sentiu muito grato e sensibilizado com o filho, quando ele disse em uma entrevista “no abrigo não era tão legal, não tinha pai, não tinha avó, não tinha animais de estimação” e ali, Jeferson precisaria fazer com que mais pessoas se apaixonassem e proporcionassem amor, carinho, proteção e um lar para as crianças. 






Em outra pesquisa, conheci  O Lar Esperança de Porto Alegre, é uma instituição filantrópica fundada pelo casal de missionários suecos, Nils e Mary Taranger no ano de 1958, após terem a sua residência arrombada. Descobertos os autores vira tratar-se de adolescentes.Enquanto o Pastor Nils descia as escadas da delegacia, ele prometeu a Deus fazer algo em prol das crianças e adolescentes abandonados. O Lar Esperança começou a tomar forma em sua mente enquanto voltava para casa.Assim surgiu no coração deste casal o desejo de abrirem uma casa aonde iria abrigar meninos oferecendo a eles um lar com amor cristão, e aonde eles seriam ajudados para não caírem na criminalidade. Quando procurei para conversar, também tinha intenção de fotografar e criar a campanha, a instituição me forneceu histórias de crianças, me explicou como funciona para ser padrinhos, me contou que lá as crianças ficam até os juízes decidirem o que será feito com elas, foi assim que a Denise, que me atendeu falou, e eu fiquei super chocada, não pude fotografar e também não tive coragem, a maioria das crianças que se encontram lá, foram abandonadas por pais viciados ou foram tiradas dos seus pais por maus tratos, elas passam por tratamento psicológico e eu não tive coragem de expor ainda mais essas crianças a nossa sociedade, onde é normal, segundo a responsável pelo local, crianças serem abandonadas.





Outra vivência que eu tive, foi com um casal de amigos, onde eles eram três e viraram cinco. Sayonara e Geraldo são um casal “normal”, ela professora, ele professor de Direito e funcionário público do Estado de SC, a Sayonara é uma mulher incrível, sabe aquelas mulheres de fibra, é ela! Ela se preocupada com a sociedade, com as pessoas, com o mundo e o futuro de tudo. Sayonara e Geraldo possuem a filha mais velha, que nasceu do seu ventre, e duas meninas que nasceram do seu coração. Sayonara e Geraldo poderiam ter gerados outros filhos, mas eles queriam mais, eles queriam mostrar as pessoas que o amor vem do coração e não apenas do útero e queriam um novo filho, e foi assim que eles entraram na fila pra adotar uma criança, independente de raça, idade ou sexo, eles queriam uma criança, porém o destino prega peças, e quando eles foram pra adotar uma criança, eles se apaixonaram por duas, duas meninas lindas, ativas e sem pais. Que hoje continuam lindas, ativas e com pais e mais uma irmã mais velha, e o que era três de um lado, dois de outro, juntos se tornaram cinco, uma família, um lar, muito amor, muito carinho e muita lição de vida pra gente!






O que o trabalho me atingiu, eu tenho 24 anos, tenho uma mãe biológica, um pai adotivo e dois irmãos meio a meio. Eu nasci, e tive o que toda a criança por lei tem direito. Também tive casos de adoção na família, a minha prima foi adotada nos primeiros minutos de vida pela minha madrinha, a mulher que gerou ela não tinha condições financeiras e psicológicas para cria-la e meus padrinhos com dois filhos já, se prontificaram a amar, cuidar e serem pais dela, a minha prima nunca foi para mim diferente de nenhum dos meus primos, nem dos próprios irmãos, a gente sempre soube que ela adotada, ela sempre soube ser adotada e dela até hoje, só tem gratidão pela família que Deus lhe deu, e nós só temos gratidão, porque sem ela, não seriamos uma família tão completa. Talvez por eu conviver com uma história assim desde de cedo, eu me tornei uma pessoa que sem dúvidas vai adotar uma criança, me tornei alguém que se emociona com histórias de adoções que são cheias de amor, e me choco com histórias de abandono.


Por que escolhi esse tema, por que queria passar a minha visão de adoção, eu já trabalhei como voluntária em uma casa lar de Araranguá/SC e essas crianças elas são tão carentes de amor, de carinho, de atenção, de abraço! Eu penso muito na possibilidade de que nós, futuros chefes de família, cogitaremos sobre a adoção, na formação da nossa família. Enquanto isso, pensem sobre apadrinhamento e pensem sobre crianças abandonadas, custa 0 centavos se por no lugar do outro.



Sites de apoio.

**https://eloadocao.blogspot.com.br/

**http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/05/mais-de-mil-criancas-esperam-para-serem-adotadas-no-rio-grande-do-sul.html

**http://laresperanca.com/site/

**UC9xxqlGS9pR4gtE1Mf39DTA

**http://portaldaadocao.com.br/minha-cidade/rs/porto-alegre


Comentários